Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade.


terça-feira, 5 de junho de 2012

O Livro e a Leitura

O Livro e a leitura 
“Abrir um livro é empreender uma viagem para um novo mundo. Fazer descobertas, obter conhecimentos, estimular o imaginário”. Através da leitura, pode-se viajar e adquirir um universo de conhecimentos, contidos em manuscritos, em histórias variadas, em obras de escritores, de todos os tempos, em jornais, em revistas, em periódicos..., que se encontram armazenados nas salas das grandes bibliotecas, espalhadas por diversas cidades. 


http://www.educardpaschoal.org.br/web/fundacao-artigos-ver.asp?aid=87

A poesia na sala de aula

POESIA NA SALA DE AULA
Sílvia C. M. Trevisani 

A poesia é muito mais que um texto, é a arte de brincar com as palavras. Sensibiliza e precisa ser cultivada. Acredita-se que a leitura do gênero poético seja o caminho para um futuro melhor, pois, além de despertar a imaginação e a fantasia da criança, o incentivo à leitura resulta no melhor aproveitamento da criatividade e inspira a busca pela identidade.
O contato com o livro de poesias desperta os sentidos e provoca a expressão corporal, musical e artística. Para que isso se torne possível, o professor precisa definir para si o que é a poesia, para logo passar esse mundo lúdico para o aluno. 


http://www.educardpaschoal.org.br/web/fundacao-artigos-ver.asp?aid=106

A EDUCAÇÃO E O PEDAGOGO PARA ALÉM DOS ESPAÇOS ESCOLARES



Resumo: O presente trabalho aborda a questão da atuação do pedagogo nos ambientes não-escolares, considerando que este campo da educação ainda não foi suficientemente explorado. Dessa forma, para melhor elucidar o assunto, primeiramente será discutida a diferenciação entre educação escolar e educação não-escolar ou não-formal. Após, num segundo momento do trabalho será mostrado que com os processos de mudanças sociais, culturais, econômicos e políticos da era globalizada, o pedagogo ampliou seus espaços no exercício profissional dentro do mundo empresarial. Na área de treinamento e desenvolvimento de pessoas, a educação nas empresas procura diagnosticar as necessidades de capacitação, aliando sempre às estratégias que permitam melhor produtividade e resultados satisfatórios. Ainda como forma de mostrar novos campos de atuação, estaremos apresentando a educação social e suas medidas de aplicação sócio-educativas.

terça-feira, 29 de maio de 2012

ALFABETIZAÇÃO

"Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga. Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo. Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis. A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura. 

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença

"O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros", afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL). A família tem o papel, portanto de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação, algo que deve ser feito porque foi pedido na escola, por exemplo. "As crianças precisam ser encantadas pela leitura", diz Lucinea Rezende, doutora em Educação e também professora da UEL. 

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela. 

Guia da alfabetização

/http://educarparacrescer.abril.com.br/alfabetizacao/1/

O que fazer quando seu filho não gosta do professor





Especialistas explicam como deve ser a conversa da família com a criança, com o educador e com a escola.

O diálogo é a melhor saída quando seu filho tem problemas com um professor
A criança chega em casa chateada, jogando a mochila no chão e reclamando da escola. Você ouve que o professor não gosta do seu filho ou que seu filho não gosta do professor. A reação natural de qualquer pai é ficar alarmado. Mas é preciso tentar manter a calma. A forma como você lida com a situação pode tornar as coisas muito melhores ou muito piores. Procurar uma resolução pacífica garante o melhor resultado para a vida escolar do seu filho, já que uma boa relação entre o aluno e o professor é um dos fatores que mais influenciam na aprendizagem, segundo a psicóloga e pedagoga Neide Saisi, da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Tanto adultos quanto adolescentes e crianças só aceitam que outra pessoa os ensine quando existe uma relação de confiança. "A pessoa só aprende com aqueles a quem ela delegou o direito de ensinar. E ela só dá esse direito a quem ela confia. É um processo inconsciente", explica a pedagoga. E para estabelecer essa confiança, primeiro é preciso criar um laço afetivo. A relação de afeto é fundamental principalmente nos primeiros anos de escola. Se a convivência com o professor é ruim, o aluno começa a rejeitar o processo de aprendizagem e se torna indócil e desinteressado. Por extensão, ele deixa de gostar da escola. "Ela deixa de ser um fato de desenvolvimento e aprendizado e passa ser um local de punição", diz Saisi.

Seu filho tem dificuldades nos estudos, notas baixas ou simplesmente tem mostrado o desejo de não ir para a escola? Vale a pena perguntar como anda o relacionamento dele com os professores. Nem sempre crianças e adolescentes deixam claro como é essa relação e os pais acabam não percebendo que esse é um dos fatores do problema.

A boa notícia é que na maioria das vezes é possível resolver o conflito por meio do diálogo. "Basta os dois lados estarem abertos", diz a psicóloga Sueli Conte, autora do livro "Bastidores de uma Escola" (Editora Gente) e atual diretora do Colégio Renovação, em São Paulo. Segundo ela, o primeiro passo é descobrir qual a origem da desavença, que pode ser resultado tanto do comportamento da criança ou até mesmo do docente. "O professor é um ser humano, ele também erra", explica Neide Saisi. Classes lotadas, estresse, problemas emocionais... Tudo isso pode levar o educador a ter atitudes inadequadas. "Mas normalmente ele é bem intencionado e está disposto a se corrigir se perceber se agiu de forma injusta", afirma Sueli Conte.

Resumo da Educação no Brasil (Profª Amanda Gurgel)


Escola de tempo integral será tema de seminário em Brasília

A escola pública de tempo integral, em que os alunos passam a ter uma jornada diária de sete horas, será tema de discussão entre especialistas educacionais, nesta terça-feira, 29, até quinta-feira, 31, em Brasília. A abertura do IV Seminário Nacional de Educação Integral: Contribuições do Programa Mais Educação será no Hotel Nacional, às 9h30. O secretário de educação básica do MEC, César Callegari, estará presente. O número de escolas públicas participantes do Mais Educação chegará a 30 mil unidades até o final de 2012. Atualmente, o programa criado em 2008 pelo Ministério da Educação já é realidade em 15 mil escolas brasileiras, com 2,8 milhões de alunos beneficiados. Neste ano, a seleção das novas unidades que terão a jornada escolar ampliada priorizará 5 mil escolas da zona rural e também as que têm alunos do programa Bolsa Família. Os desafios da educação integral, incluindo a definição de um currículo da educação básica adequado a essa nova escola, estarão entre os temas em discussão. Serão apresentados exemplos de escolas que conseguiram melhorar o desempenho de alunos e reduzir a repetência e a evasão escolar graças aos projetos criados pelo Mais Educação. Na quarta-feira, grupos de trabalho serão formados para avaliar o dia a dia do Mais Educação nas escolas públicas, que abordarão temáticas como o ensino de matemática, a alfabetização e a educação no campo. Outro tema em discussão é a possibilidade de trajetórias diferenciadas aos jovens de 15 a 17 anos a partir do Mais Educação. As escolas que participam do programa podem incluir em seus projetos pedagógicos atividades culturais, artísticas e esportivas, além de práticas de educação ambiental, direitos humanos, promoção da saúde, comunicação e uso de mídias, investigação no campo das ciências da natureza, cultura digital, educação econômica. Além disso, todas as escolas devem oferecer, obrigatoriamente, acompanhamento pedagógico complementar. As escolas selecionadas para o Mais Educação recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-Escola). A meta do programa é chegar a 60 mil escolas até 2014. “Vivemos num país com muita desigualdade social e a ampliação da jornada escolar pode fazer diferença para uma inserção mais qualificada dessas crianças no universo de ciência, tecnologia, de cultura e de esportes”, afirma Jaqueline Moll, diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica do MEC. Rovênia Amorim http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=17793

Entre o saber e o fazer Apesar da difusão do termo competências e habilidades, colocá-lo em prática na sala de aula ainda é um desafio para muitos professores

Com a criação do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em 1990, o sistema educacional brasileiro começou a ganhar novos contornos. O chamado "conteudismo" saiu de cena para dar lugar aos conceitos de competências e habilidades. A ideia trazida por eles era simples: contextualizar os conteúdos dados em salas de aula de forma que os alunos aplicassem os conhecimentos adquiridos em seu cotidiano fora da escola. As competências e habilidades embasaram não só a matriz do Saeb, como a das outras avaliações que vieram a seguir, como a Prova Brasil e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como indicou a reportagem "Vazio Conceitual" (edição 175), duas décadas depois, ambos os termos não se consolidaram no ambiente escolar. Para Mônica Waldhelm, doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), um dos motivos que justificam tal ausência é a falta de clareza da própria matriz do Enem, que liga conteúdos disciplinares a competências e habilidades, agravando a compreensão e aplicação desses conceitos. "Embora muitas escolas e professores afirmem que seus currículos e planos de ensino têm como eixo a construção de competências, constata-se que ainda há muita confusão em torno deste conceito", explica a educadora. Para compreender melhor, a matriz do Enem é composta por cinco eixos cognitivos - dominar linguagens, compreender fenômenos, enfrentar situações-problema, construir argumentação e elaborar propostas - que podem ser considerados competências de ordem mais geral, já que se aplicam a contextos diversos. Para cada área de conhecimento são determinadas algumas competências que se desdobram em diferentes habilidades. "Matemática e suas Tecnologias", por exemplo, exige sete competências e 30 habilidades distintas. "O que distingue uma competência de uma habilidade, grosso modo, é que a primeira é de caráter geral, enquanto a segunda relaciona-se mais diretamente a uma situação específica", esclarece Mônica. Segundo a educadora, podemos exemplificar da seguinte forma: a competência de construir argumentação é exigida e mobilizada em diversas situações. Dependendo da área, ela utilizará conceitos específicos. Para argumentar com propriedade contra ou a favor do direito ao aborto em casos de fetos anencefálicos, por exemplo, é preciso dominar minimamente conceitos de anatomia, legislação e bioética. "O limite conceitual entre o saber e o saber-fazer é tênue e contextual. O mais importante é perceber que não se constroem competências no vazio conceitual, mas também nenhum conceito por si só faz alguém desenvolver uma competência", diz. Articular competências, habilidades e conteúdos exige investimento na formação continuada docente e a troca de experiências com colegas. "E não ter medo de investir em situações diversificadas de aprendizagem, ainda que sejam trabalhados menos conceitos no ano letivo", aponta Mônica. Acompanhe ao longo da semana a experiência de quatro escolas que buscam colocar em prática atividades com foco no desenvolvimento de competências e habilidades. As atividades foram realizadas a partir da matriz de referência do Enem. http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/0/entre-o-saber-e-o-fazerapesar-da-difusao-do-termo-258140-1.asp

Escolas estaduais de São Paulo participam do Dia do Desafio

Expectativa da Secretaria da Educação é atingir mais de um milhão de alunos e professores da rede estadual Durante a 18ª edição do Dia do Desafio, que acontece nesta quarta-feira (30), escolas estaduais de 583 municípios paulistas participarão das atividades promovidas pelo evento. Estima-se que mais de um milhão de alunos e professores se exercitem. Com o tema “Você se mexe e o mundo mexe junto”, o Dia do Desafio tem o objetivo sensibilizar crianças, jovens e adultos para inserirem a atividade física no dia a dia. Todas as cidades do continente são convidadas a participar. Desde 2000, o Serviço Social do Comércio (Sesc SP) coordena a ação em toda a América Latina. No período da manhã e da tarde, os alunos da capital paulista realizarão uma atividade coletiva de no mínimo 15 minutos, antes do início das aulas, acompanhada de uma reflexão sobre a importância da prática de exercícios físicos para a saúde e qualidade de vida. “Nesta edição, além das escolas estaduais situadas na capital, é esperada a participação em massa das unidades de ensino do interior nas atividades do Dia do Desafio”, afirma Maria Elisa Kobs Zacarias, da Equipe Curricular de Educação Física da Coordenadoria de Gestão da Educação Básica. No ano passado, do total de participantes na cidade de São Paulo, cerca de 2,9 milhões de pessoas, 792,2 mil eram alunos e professores da rede estadual da capital, que venceu a desafiante Durango (México). Neste ano, a disputa será com o Rio de Janeiro. http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/escolas-estaduais-de-sao-paulo-participam-do-dia-do-desafio

terça-feira, 22 de maio de 2012

Por uma escola ética e política
Peter Moss: criança como protagonista desde o seu nascimento Defensor do resgate de uma escola "democrática", o professor do Departamento de Estudos da Primeira Infância da Universidade de Londres Peter Moss conclui, em seus estudos, que os países nórdicos são os mais avançados nessa etapa educacional. Segundo ele, a região, composta por Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia, foi a única que conseguiu universalizar o direito à educação desde os primeiros meses de vida. Um dos motivos seria o entendimento sobre escola e infância: os currículos acentuam o papel da educação inicial como a base na formação de crianças "independentes, reflexivas, ativas e cidadãs responsáveis em uma sociedade democrática". Crítico contumaz da escola "marketizada" e voltada para a lógica de resultados, Moss defende o resgate da educação infantil "como um projeto ético e político", no qual a criança seja vista como protagonista, cidadã e sujeito de direito desde o seu nascimento. Nesse sentido, a escola se torna um local de prática democrática e responsável pela renovação desse conceito nas sociedades. No Brasil em abril último para falar a educadores latino-americanos, o educador foi questionado sobre como colocar essas ideias em prática, em contextos onde a educação depende de decisões políticas e em que as famílias valorizam a "educação para o mercado". "A educação infantil não pode mudar as injustiças de uma sociedade. Está se vendendo a ideia barata de que essa é a maneira", acentuou. E citou a ideia de que a escola pode ser a "parteira" da democracia. "As escolas não devem refletir o mundo do qual elas fazem parte. A escola é um lugar de esperança, onde pode começar um mundo melhor. Podemos começar em pequenos lugares e em pequenas escolas", sugeriu. http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/171/em-busca-de-identidade-234968-1.asp